Home > História > Famosos

I - GIACOMO (*23/2/1596 - †18/8/1650 Arona), filho do questor(1) Giovanni Battista Fagnani e de Madalena Legnani. Casou-se (22/5/1628) com Margherita Roma (*8/2/1610 - †4/1/1669), filha de Federico Roma e de Ada Francesca Candiani. Giacomo ocupou diversos cargos públicos. O casal teve 12 filhos:

1. Giovanni Battista(*7/5/1629 - †30/9/1685), doutor em leis (1654), capitão da milícia urbana (1655), senhor de Gerenzano (1651) e de Robechetto (1660). Casou-se (24/12/1661) com Ippolita Margherita Visconti dei Signore di Jerago (*1641 - †6/11/1688), fª de Muzio Visconti e de Clemenza Besozzi. Enviuvando, Ippolita casou-se com Carlo Visconti, provavelmente seu parente, em 1687. Não houve descendência de ambos os casamentos.

2. Ippolita, mencionada no testamento paterno em 1649.

3. Caterina Francesca (*13/7/1632 - †21/6/1634).

4. Federico (II, adiante).

5. Ambrogio (*23/7/1635 - †15/8/1686), religioso milanês.

6. Carlo (*18/11/1636 - †1701), monge (1656) com o nome de Angelo Maria e abade titular de S. Vittore al Corpo.

7. Antonia Francesca (*21/1/1638 - †10/8/1639).

8. Augufredo (*1639 - † após 1654).

9. Gerolamo (*19/2/1641 - †26/7/1645).

10. Isabella (*9/7/1642 - † após 1700), freira com o nome de Ippolita Margherita.

11. Cecília (*30/1/1644 - † ?).

12. Giovanni Antonio (*1647 - †23/9/1649).

II - FEDERICO (*19/11/1633 - †6/8/1693). Capitão de infantaria (1654), senhor de Robecchetto (1690), primeiro marquês de Gerenzano (1691).

Brasão dos marqueses de Gerenzano


Casou-se (6/8/1675) com Clara Clerici (*13/10/1653 - †9/1/1734), fª do senador e marquês de Cavenago, Carlo Clerici, e de Eufemia Bonetti. Tiveram 9 filhos:

1. Margherita(*28/6/1676 - †13/7/1684).

2. Maria Anna Francesca (*7/5/1677 - †17/8/1677).

3. Gerolama (* e † 7/8/1678).

4. Giacomo (III, adiante).

5. Carlo Antonio (*21/10/1681 - † antes de 1693).

6. Ippolita Teresa (*8/10/1682 - †23/3/1754), freira do mosteiro de S. Lazzaro com o nome de Chiara Margherita.

7. Muzio Giuseppe (*17/10/1683 - †24/9/1693).

8. Teresa Maria Rosa (*15/1/1685 - † antes de 1701).

9. Maria Antonia (*13/7/1687 - †1/2/1749), freira do mosteiro de S. Lazzaro com o nome de Clara Marianna.

III - GIACOMO (*2/11/1680 - †6/5/1755). Segundo marquês de Gerenzano. Casou-se 1ª (15/10/1701) com Marianna Stampa (*19/11/1683 - †15/1/1756), fª de Cristierno Stampa, conde de Montecastello, e de Giustina Borromeo, dos condes de Arona. Tiveram 8 filhos:

1. Federico(IV, adiante).

2. Cristierno (*9/3/1704 - †13/6/1751). Dizem que era aleijão.

3. Ambrogio (*27/1/1706 - † 28/10/1775). Arcipreste do Duomo de Milão, 1744.

4. Maria Giustina (*9/11/1707 - † ?).

5. Giovanni Battista (*10/8/1709 - †11/10/1710).

6. filha (* e † 27/9/1710).

7. Carlo Maria (*5/9/1711 - †20/10/1716).

8. Clara (*7/2/1714 - †29/4/1784). Casou-se (1/10/1731 ou 17/11/1731, com dote) com Giovanni Alimento della Porta Modignani (*1690 - †23/1/1762), marquês de Ghemme (1727), decurião de Novara e filho do conde Ardicino della Porta e de Ippolita Modignani.

IV - FEDERICO (*14/10/1702 - †18/5/1782). Terceiro marquês de Gerenzano.

 

Autógrafo do 3º marquês

Casou-se (21/10/1737) com Rosa Clerici (*15/4/1722 - †29/7/1807), fª de Giorgio Clerici, marquês de Cavenago, presidente do Senado, homem poderosíssimo, e de Barbara dos condes Barbavara. Tiveram 3 filhos:

1. Marianna(*3/7/1739 - †15/1/1814). Casou-se (20/10/1755, com dote) com Francesco Antonio Visconti Pirovano (*27/7/1729 - †19/7/1792), marquês de Vimodrone (1778), filho de Carlo Pirovano e de Laura Seccoborella, dos condes de Vimercate.

2. Giacomo (V, adiante).

3. Giorgio (*12/1741 - †2/10/1742).

V - GIACOMO (*1/9/1740 - †17/7/1785). Quarto marquês de Gerenzano, primeiro empresário do Teatro alla Scalla de Milão, onde os Fagnani tinham dois balcões. Casou-se 1ª (14/01/1767) com Constanza Brusati (*6/12/1747 - †24/1/1805), fª de Pietro Brusati, marquês de Settala, e de dona Antonia Solari.

Com apenas um ano de idade, Costanza Brusati perdeu o pai, após o que sua mãe casou-se com o conde Barton, comandante do Castelo de Milão. Adulta, teve sucesso como cantora e dançarina na Ópera Italiana. Entretanto, provavelmente para fugir à severidade de um padrasto indesejado, casou-se com Giacomo Fagnani.

Giacomo havia levado uma vida de solteiro bastante dissipada e seus pais não ficaram muito contentes ao vê-lo casar com uma jovem ousada. Não se sentindo muito à vontade em sua nova família, Constanza e seu marido viajaram de cidade em cidade, divertindo-se com amantes que conhecia nas paradas, enquanto Giacomo se dedicava às suas próprias namoradas. Deixou-a temporariamente para viajar até a Córsega, onde conheceu Paoli, o patriota corso.

Reuniram-se novamente e conheceram Henry Herbert (*3/7/1734 Whitehall - †26/1/1794), décimo conde de Pembroke e sétimo de Montgomery, que gostava de aventureiras italianas. Era filho de Henry Herbert e de Mary FitzWilliam. Passaram a viajar juntos, e o conde tornou-se amante de Constanza. Certa vez, ela justificou-se a um interlocutor, afirmando que a vida era curta demais para ser limitada por convenções. No inverno de 1769, os Fagnanis, junto com lorde Pembroke, chegaram a Londres.

Contudo, tendo perdido o interesse por Constanza, Pembroke passou-a a um amigo, o conde de March, depois quarto duque de Queensberry, William Douglas (*16/12/1725 - †23/12/1810 Londres, enterrado em St. James's, Westminster). Era filho de William Douglas, segundo conde de March, e de lady Anne Hamilton, condessa de Ruglen.

Na época de George III, quando muitos ricos viviam de modo deselegante, o mais conhecido dos bon-vivants era o duque de Queensberry, conhecido como "velho Q" em virtude dessa letra estar pintada na porta de sua carruagem. Muito rico, solteiro, supunha-se que mantinha um harém em sua mansão em Piccadilly. Sua saúde se manteve impecável até sua última década, época em que sua especialidade eram jovens cantoras de ópera, geralmente italianas, de quinze anos em diante. Dentre as que conseguiram tomar conta – temporariamente – de seu coração e carteira, encontravam-se a condessa Rena e a marquesa Fagnani, Constanza Brusati.

Enquanto isso, Giacomo, fazendo vistas grossas ao comportamento de sua mulher, dissipou sua fortuna no jogo, mas foi salvo pelo conde de March. Em 25 de agosto de 1771, enquanto estava no clube White's de St. James, o conde enviou um bilhete a seu amigo George Selwyn, dizendo-lhe que na noite anterior a senhora Fagnani havia tido uma menina, Maria Emily, filha de ambos. O bebê foi entregue aos cuidados de George, que a criou como pai.

Após uns seis anos, Constanza, para agradar aos avós, que não compreendiam porque a menina tinha ficado no exterior com pessoas de fora da família, pediu que lhe devolvessem a filha. Entretanto, lorde March recusou-se a interceder por Selwyn, que foi forçado a entregar "Mie-Mie" em Paris. Constanza e Maria Emily viajaram então para Milão.

Em virtude de sua vida dissoluta, Giacomo ficou cego, louco e sifilítico: foi interditado em 1º de junho de 1781, morrendo em uma das casas de campo da família (havendo dúvidas se em Robecchetto, Gerenzano – a mais provável – ou Castellanza) em 17 de julho de 1785. Nesse período, Constanza se mostrou uma esposa "compreensiva e devota".(2) Perdendo o marido, Constanza teve uma série de amantes não muito ricos, morrendo em Misinto (também na província de Milão) em 24 de janeiro de 1805. Após um ano de agonia, George Selwyn foi para a Itália; enquanto isso, Constanza teve outra filha. George convenceu Constanza a devolver-lhe "Mie-Mie", agora que tinha outra filha. Movida por considerações materiais, ela concordou, e George prometeu fazer de Maria Emily sua herdeira. Constanza teve 3 filhos, todos famosos, embora por motivos diversos:

A. Maria Emily Fagnani(*25/8/1771 Londres - †2/3/1856 Paris), "Mie-Mie", fª de Constanza e William Douglas, quarto duque de Queensberry.

Mie-Mie

Casou-se por imposição de seu pai, ainda adolescente (18/5/1798 Southampton), com Francis Charles Seymour-Conway (*11/3/1777 - †1/3/1842 Londres), conde de Yarmouth, terceiro marquês de Hertford (1822), fº de Francis Ingram Seymour-Conway, segundo marquês de Hertford e de Isabella Anna Ingram-Shepherd, dos condes Irvine. Foi cavaleiro da Ordem da Jarreteira em 1822. O casamento foi conveniente para ambos, mas a família Seymour custou para aceitar a moça. No fundo, estavam certos, pois ela viveu uma vida dedicada à libertinagem. Tiveram:

1. Lady Frances Maria Seymour-Conway, (*2/02/1799 - ­†11/1822). Casou-se (02/1822) com Arthur, segundo marquês de Chevigne (*26/08/1796 Berbignieres - †2/06/1879 Paris). S.g.

2. Richard Seymour-Conway, quarto marquês de Hertford (* 22/02/1800 Londres - † 25/08/1870 Paris ). Teve com Agnes Wallace, sra. Jackson:

1-1. Sir Richard Wallace (* 21/06/1818 Londres - † 20/07/1890 Paris ). Casou-se (5/2/1871 Paris) com Julie Amelie Charlotte Castlenau, filha de Bernard Castlenau e Sophie Elisabeth Knoth. Tiveram:

2-1. Edmond Richard Wallace , († 14/03/1887 Paris ).

3. Lord Henry Seymour-Conway (*10/01/1805 Paris - †17/08/1859). Teve um filho (*3/3/1850 Boulogne, mãe desconhecida). Com Ellen S., teve Mary Emily Minchin, (*1852).

B. Federico Fagnani (*8/11/1775 - †8/10/1840). Doutor em leis por Siena (1794), tesoureiro do reino italiano (1805), conde do reino italiano (1807), cavaleiro da Coroa de Ferro (1807), membro do Conselho de Olona (1808), conselheiro da comuna de Milão (1816-40), cavaleiro de devoção da Ordem de Malta (1824), literato, bibliófilo, viajante, membro honorário do Real Instituto de Ciências, Letras e Artes (1840).

Escreveu Lettere scritte di Pietroburgo correndo gli anni 1810 e 1811, publicado por Bernardoni em 1815 em Milão, bem como Osservazioni di Economia campestre nello stato di Milano publicado em Milão em 1820. Suas cartas de viagem – que estão sendo novamente publicadas na Rússia – narram os costumes e políticas dessa região da Europa, como se pode ver: "um viajante italiano, Federico Fagnani, escreveu em 1811 que aos sábados os finlandeses são o povo mais limpo do mundo, mas que nos outros seis são, definitivamente, o mais sujo. Ele também disse que os finlandeses preferem ficar sem pão do que sem sua sauna."

Foi Federico que fez a maior das doações para a Biblioteca Ambrosiana de Milão, que acabou lhe dedicando uma sala. As coleções foram doadas por diversos patronos das artes, como o cardeal Federico Borromeo, o padre Sebastiano Resta (1635-1714), Carlo Donelli, chamado il Vimercato (1660-1715), Protasio Girolamo Stambucchi (1759-1833), Giuseppe Vallardi (1794-1863), Giovanni Morelli (1816-1891), Gustavo Frizzoni (1840-1919) e Luca Beltrami (1854-1933), além do próprio Federico. Sua doação (consistindo de 23.000 livros e manuscritos e 16.000 gravuras) data ou de 1838 (ano de seu testamento), de 1840 (ano de sua morte) ou de 1841 (ano do inventário da Ambrosiana). Esta última foi a escolhida como a data efetiva da doação, pois nela foram inventariados 4.320 desenhos. Infelizmente, o inventário Fagnani não identifica nem permite descrições iconográficas, pois só o número de desenhos atribuídos a cada artista vai relacionado. É provável, porém, que um grande número de desenhos venezianos e alemães estivesse incluído nessa coleção.

Federico esteve muito ligado a Robecchetto (ver), e com sua morte extinguiu-se a linha masculina dessa nobre família. Seu testamento, do qual há uma cópia no arquivo paroquial de Robecchetto, é um "afresco" do mundo feudal e indica o modo de pensar dos nobres de sua época.

C. Antonia ("Antonietta") Fagnani (*19/11/1778 - † 11/12/1847 Gênova). A última filha do casal Giacomo/Constanza nasceu Antonia Barbara Giulia Faustina Angiola Lucia na paróquia de S. Babila em Milão. Dama da Ordem da Cruz Estrelada (1818), condecoração que a Áustria reservava aos aristocratas.

Antonia Fagnani


Casou-se (20/2/1798, igreja de S. Maria alla Porta, Milão) com Marco Arese Lucini (*9/2/1770 - †16/1/1852), sexto conde de Barlassina, fº do conde Benedetto Arese Lucini e de Margherita Lucini, dos marqueses de Besate. Foi barão do reino italiano (1812), conselheiro e assessor da comuna de Milão (1808-1840). Muito jovem, o marquês passou a fazer parte do colégio milanês de jurisconsultos. Com a chegada dos franceses, foi chamado por Napoleão para participar da administração central do Departamento de Olona (em 22 de julho de 1797) e, em novembro, foi eleito para o Consiglio degli Juniori do Departamento de Montagna. Um austero juiz, pois, casou-se com a frívola Antonietta.

Após o grand tour obrigatório, Marco Arese mostrou-se um político conservador. Antonietta foi uma das mais destacadas figuras sociais da brilhante sociedade milanesa do Consulado e do Império, participando da corte do vice-rei Eugenio e ligando-se à rainha da Holanda, Ortensia Beauharnais; um filho desta passou à história com o nome de Napoleão III. "La Fagnani", como era conhecida, falava francês, inglês e alemão, ajudando o poeta Ugo Foscolo na revisão de textos. Antonia teve um caso com o poeta: em novembro de 1800, depois de um ano e meio de venturosa vida militar, Foscolo chegou em Florença, onde conheceu a bela e jovem Isabella Roncioni, da qual se enamorou.

Ugo Foscolo

Voltou para Milão e, passada a paixão florentina, viveu outra, agora pela condessa Antonietta Fagnani-Arese. Inspirado por ela, Foscolo escreveu uma ode na primavera de 1802, publicada pela Editora Destefanis em 1803. A paixão por Foscolo foi breve mas intensa, o que se nota pelas cartas de Ugo, e parece ter começado no tórrido julho de 1801. Ele lhe dedicou "Ode all'amica risanata". Em 4 de março de 1803, a aventura amorosa já tinha terminado com um acesso de doenças venéreas, por cujo contágio um acusava o outro. Foscolo escreve que Antonietta "tinha um cérebro como coração" e com essa fama Antonietta Fagnani passou à história. Mas essa imagem é bastante controvertida: Stendhal a definiu como "femme de génie", Monti a estimava muito, Rovani a imortalizou no Cap. XV de seu livro Cent'anni:

"A condessa A..., belíssima entre as belas, era muito espirituosa, engenhosa, culta (falava quatro línguas); era boa, generosa e afável; constituía, em suma, o raríssimo complexo de qualidades egrégias; mas tudo parecia empalidecer diante de um único defeito. Ela fazia do amor seu único passatempo; mas um passatempo tumultuoso, frêmito, irrequieto...

Mais psicológico foi o comentário de Giuseppe Pecchio, que disse dela: "se faz joguete dos homens, é porque acredita que nasceram, como os galos, para amar, ter ciúmes e brigar".

Gravemente enferma, Antonietta foi para Gênova em outubro de 1847, falecendo em dezembro desse ano. Recordam-na o balcão da casa Arese no corso Venezia e a lenda de seu fantasma, que aparecia com chapéu de palha, talvez observando os belos jovens que passavam pela rua em noites de lua cheia. Marco Arese a seguiu 1852, e o filho Francesco Arese continuou carreira política no governo do reino da Itália unida.

Antonia e Marco tiveram cinco filhos. Três sobreviveram ao casal: Margherita (adiante), Costanza Maria (*1803 - †1822) e Francesco Benedetto (*12/8/1805 - †1881); Benedetto e Constanza Isabella faleceram cedo.

1. Dª Margherita Arese (*30/12/1798 - †26/3/1828 Milão). Casou-se (31/3/1817 Milão) com Carlo Emanuele Cotti (*16/8/1787 Nápoles - †8/3/1830 Asti), segundo conde de Ceres, filho de Angelo Maria, cavaliere Cotti, e Giovanna Molinari. Tiveram:

1-1. Francesca Cotti dei Conti de Ceres (*22/9/1821 Milão - †1/2/1865 Asti). Casou-se (6/2/1840 Milão) com Calisto Gazelli (*29/4/1803 - †23/10/1875 Turim), terceiro conde de Rossana, filho de Paolino Gazelli, major-general, e de Giuseppina Brucco. Com:

2-1. Augusto dei Conti Gazelli di Rossana e di Sebastiano (*8/9/1855 Asti - †22/7/1937 Roma). Casou-se (8/10/1879 Turim) com Maria Felice (*15/3/1858 Turim - †27/3/1950 Roma), filha de Enrico Vittore Felice, conde Rignon, e Luisa Perrone di San Martino. Com:

3-1. Dª Luisa Gazelli (*19/5/1896 Turim - †27/4/1989 Roma). Casou-se (30/6/1919 Turim) com o príncipe D. Fulco Ruffo di Calabria (*12/8/1884 Nápoles - †23/08/1946 Marina di Massa), sexto duque de Guardia Lombarda, filho de D. Beniamino Tristano Ruffo di Calabria, quinto duque de Guardia Lombarda e Laura Mosselman du Chenoy. Tiveram:

4-1. Dª Maria-Cristina Ruffo di Calabria (*25/5/1920 Roma), que casou (11/06/1940 Roma) com Casimiro San Martino d'Aglie, marquês de Fontanetto con San Germano (*5/08/1903 Campiglione Fenile). Com:

5-1. Giovanna San Martino d'Aglie (*10/04/1945 Campiglione). Casou-se (24/05/1974 Campiglione) com o príncipe D. Álvaro de Orleans y Parodi Delfino (*1/3/1947 Roma), filho de D. Álvaro de Orleans, quarto duque de Galliera, Infante da Espanha, e de Carla Parodi Delfino. Com (todos n. em Roma):

6-1. Pilar de Orleans-Borbon (*27/5/1975).

6-2. Andrés de Orleans-Borbon (*7/7/1976).

6-3. Alois de Orleans-Borbon (*24/3/1979).

5-2. Nicolo San Martino d'Aglie (*3/7/1948 Campiglione). Casou-se (4/06/1974 Nyon, cantão de Vaud), com a princesa Catherine Napoleon (*19/10/1950 Boulogne-sur-Seine) filha de Louis, príncipe Napoleon, e Alix de Foresta.

4-2. Dª Laura Ruffo di Calabria (*31/5/1921 Roma - †24/09/1972 Florença). Casou-se (20/05/1946 Roma) com o barão Bettino Ricasoli Firidolfi (*7/4/1922 Florença).

4-3. Príncipe D. Fabrizio Ruffo di Calabaria-Santapau (6/12/1922 Roma), décimo-terceiro príncipe de Palazzolo. Casou-se (5/10/1953 Turim) com Maria Vaciago (*4/10/1933 Turim), filha de Giovanni Vaciago e Adelaide Seymandi. Tiveram:

5-1. D. Fulco Ruffo di Calabria (*28/7/1954 Buenos Aires)

5-2. D. Augusto Ruffo di Calabria (*1/10/1955 Turim). Casou-se (21/6/1980 Sant'Angelo d'Alife) com a princesa Christiana zu Windisch-Graetz (*1/7/1951 Trieste), filha de Maximilian, Fuerst zu Windisch-Graetz, e Da. Maria Luisa Serra Carafa. Com (nascidos em Milão):

6-1. Dª Fabrizia Ruffo di Calabria (*2/6/1981).

6-2. D. Francesco Ruffo di Calabria (*14/6/1984). Gêmeo de:

6-3. Dª Maria Ruffo di Calabria (*14/0/1984).

5-3. Dª Imara Ruffo di Calabria (*7/7/1958 Turim). Casou-se e depois se divorciou de Uberto Omar Gasche (3/05/1951 Alexandria, Egito), filho de Robert Gasche e Maria Ludovica dei Conti Calvi di Bergolo. Tiveram:

6-1. Maria Cristina Gasche.

5-4. D. Umberto Ruffo di Calabria (*23/10/1960 Turim).

5-5. D. Alessandro Ruffo di Calabria (*4/11/1964 Turim). Casou-se (18/09/1994 Arezzo) com a princesa Mafalda de Savoia (*20/9/1969 Florença), filha do príncipe Amadeo de Savoia, quinto duque de Aosta, e da princesa Claude d'Orleans.

4-4. D. Augusto Ruffo di Calabria (*28/8/1925 Roma - †2/11/1943 Mare di Pescara em combate).

4-5. D. Antonello Ruffo di Calabria (*31/5/1930 Roma). Casou-se (4/1/1961 Roma) com Rosa Maria Mastrogiovanni Tasca (*12/6/1943 Regaleasi), filha de Giuseppe Mastrogiovanni Tasca, conde de Almerita, e Francesca Paola Cammarata de Seta. Com (nascidos em Roma):

5-1. Dª Covella Ruffo di Calabria (*4/2/1962).

5-2. D. Lucio Ruffo di Calabria (*14/4/1964).

5-3. Dª Domitilla Ruffo di Calabria (*9/5/1965).

5-4. Dª Claudia Ruffo di Calabria (*30/8/1969).

4-6. Dª Paola Ruffo di Calabria (*11/9/1937 Forte dei Marmi). Casou-se (2/6/1959 Bruxelas) com Albert II (*6/6/1934 Castelo de Stuyvenberg), rei da Bélgica desde 1993, filho de Leopoldo III, rei (1934-1950), e princesa Astrid da Suécia. Com:

5-1. Príncipe Philippe da Bélgica (*15/4/1960 Bruxelas).

5-2. Princesa Astrid da Bélgica (*5/6/1962 Bruxelas) Casou-se (*22/9/1984 Bruxelas) com o arquiduque Lorenz de Austria-Este (*16/12/1955 Boulogne sur Seine), príncipe da Bélgica, filho do arquiduque Robert de Austria-Este e da princesa Margherita de Savoie. Com:

6-1. Arquiduque Amadeo da Austria (*21/2/1986 Woluwe St. Lambert, Bélgica), príncipe da Bélgica.

6-2. Arquiduquesa Maria Laura da Austria (*26/8/1988 Woluwe St. Lambert, Bélgica), princesa da Bélgica.

6-3. Arquiduque Joachim da Austria (*9/12/1991 Woluwe St. Lambert, Bélgica), príncipe da Bélgica.

6-4. Arquiduquesa Luisa-Maria da Austria (*11/10/1995 Bruxelas), princesa da Bélgica.

5-3. Príncipe Laurent da Bélgica (19/10/1963 Bruxelas ) .(3)

OUTROS FAGNANI FAMOSOS

Lamberto Fagnani

 

 

Papa Honório II Brasão do papa


Lamberto Scannabecchi Fagnani foi papa S. Honório II entre 15 de dezembro de 1124 e 14 de fevereiro de 1130, data em que faleceu, em Roma. Era natural de Fagnano, perto de Bolonha. Em 1117, tornou-se cardeal-bispo de Ostia e Velletri. Foi proclamado papa em meio ao tumulto da facção dos Frangipani. O cardeal havia eleito Teobaldo, com o nome de Celestino. Este, para evitar um cisma, renunciou à nomeação e Lamberto Fagnani foi confirmado com o nome de Honório II em uma pacífica eleição. Ambicioso, declarou guerra a Rogério, duque de Puglia, Calábria e Sicília. Rogério subjugou o exército papal e obrigou-o a exigir humildemente a paz, investindo-o com a Itália meridional. Em 1130, instituiu a ordem militar de S. Lázaro. A pedido de S. Bernardo, interveio no conflito entre o rei Luís VI e o bispo de Paris. Ameaçado de excomunhão, o rei se submeteu.

Prospero Fagnani

Prospero Fagnani

Prospero Boni agregou o sobrenome Fagnani de um tio materno, Giovan Francesco. Canonista, nasceu em Sant'Angelo in Vado em data incerta e faleceu em 1678. Alguns autores situam seu nascimento em 1598, outros em 1587-1588. Sabe-se por certo que estudou em Perugia. Com 20 anos, era doutor em leis civis e canônicas; aos 22, secretário da Congregação do Conselho, cargo que manteve por 15 anos. Teve as mesmas funções em diversas congregações romanas. Em Perugia, publicou, em 1611, o tratado Problemata cum methodo.

Ficou cego aos 44 anos, mas isto não o impediu de se dedicar aos estudos canônicos ou de escrever um comentário aos Decretos de Gregório IX: Commentarium ad libros Decretalium, sua obra mais famosa. Recebeu por isso o título de Doctor Caecus Oculatissimus, ou seja, o doutor cego mas de ampla visão. Esse comentário incluiu interpretações dos textos do mais difícil dos Decretos de Gregório. É notável pela clareza com que as questões mais complexas e controvertidas são explicadas. O trabalho também‚ de grande valor para aquilatar a prática das Congregações Romanas, especialmente a Congregação do Conselho, da qual o autor cita diversas decisões. Benedito XIV teceu os mais elevados elogios a essa obra, e sua autoridade ainda é preservada nas Congregações Romanas. Santo Alfonso o chamou de magnus rigoristarum princeps, o "grande príncipe dos rigoristas". (Homo apostolicus, Tract. I, no. 63; Theologia Moralis, IV, no. 669).

Agostino Fagnani

Em 1635 morreu em Ceriano Laghetto (retro) o conde Agostino Fagnani mordido por um cão. Ele tinha mandado restaurar a Capelania de Santo Estêvão. Ao conde Fagnani, sucedeu por herança a família do conde Pusterla, à qual se uniu o conde Villa. A Junta Real do Censo determinou, em 1755, que a comunidade pagaria ao conde Federico Pusterla, marido legítimo de dona Giulia Fagnani, "dois anos de censo", ou seja, duas contribuições, uma de cinqüenta liras, a outra de vinte e sete e dez soldos, e que tais somas seriam pagas até o final do século. A mesma Junta combinou, em 1765, um valor de 6.650 liras com os irmãos Giacinto e Tommaso Fagnani.

Giuseppe Fagnani

 

 

Clio, uma das "Musas" Retrato de Henry Clay

Nasceu em Nápoles em 1819 e faleceu em Nova York em 22 de maio de 1873. Em sua cidade natal, freqüentou a Academia de Belas Artes, especializando-se em retratos. De temperamento cosmopolita, saiu de Nápoles por volta de 1841 e foi para Paris (onde viveu entre 1842 e 1844), Madrid (1846), novamente em Paris (1847), Áustria e Estados Unidos, onde se estabeleceu em definitivo em 1865.

Viveu primeiro em Washington, D.C., onde fez retratos de políticos como Henry Clay (em 1852, quando este era Orador da Casa), Daniel Webster e do presidente Fillmore, bem como do inventor Samuel B. Morse, em 1866. Nesse mesmo ano, em Nova York, executou um ciclo de retratos de algumas das mulheres mais famosas da cidade, intitulando-o Às novas musas, depois adquirido pelo Metropolitan. Na Universidade de Chicago, há uma aquarela com Chopin e seus editores, também dele. Seu auto-retrato está na Galleria degli Uffizi. Vários museus americanos têm telas suas: National Portrait Gallery, The Metropolitan Museum of Art, Elisha Kent Kane Historical Society, Museum of the City of New York, New York Historical Society, New York Public Library.(4)

Foi biografado em 1930 por um provável parente, Charles Prospero Fagnani (*29/10/1854 Nova York) que, com Emma Everett Goodwin Fagnani, escreveu The art life of a XIXth century portrait painter: Joseph Fagnani, 1819-1873. Presbiteriano, formado em Direito (1875) e em Teologia (1882), deu aulas em escolas públicas de Nova York. Em 1903, escreveu A Primer of Hebrew (Uma cartilha de hebreu); em 1925, The beginnings of history according to the jews (Os primórdios da História segundo os judeus).

FAGNANIS diversos

Dois fabricantes de órgãos, Giuseppe e Pietro Clemente Ramasco Fagnani, fizeram, em 1786, o órgão de Occhieppo Inferiore (Igreja de S. Clemente), com afinação mesotônica.

Em Bolonha, no século 15, havia um Niccolò Fagnani que era Patrizio da cidade. E em 1696, havia lá um editor Carlo Mari Fagnani.

No início do século 20, alguns Fagnani foram para a Argentina, fundando uma fábrica de massas.

No início do século 20, alguns Fagnani foram para a Argentina, fundando uma fábrica de massas

Fagnanos

Incluímos alguns Fagnanos por três motivos: primeiro, porque a origem do sobrenome é a mesma; segundo, porque o brasão também é o mesmo; terceiro, porque alguns Fagnano tiveram o título de conde de Fagnani, o que confirma a relação. Seguem, abaixo, os mais importantes.

Giulio Carlo Fagnano

O teorema de Fagnano

 

Giulio (6/12/1682-26/9/1766, Senigallia), matemático, foi conde de Fagnani e marquês de Toschi, filho de Francesco Fagnano e Camilla Bartolini, o que mostra que Giulio pertencia a uma das principais famílias de Sinigaglia. Hoje conhecida como Senigallia (retro), a cidade fica na Itália central e na época de Giulio fazia parte dos Estados Papais. A família está associada à cidade desde época remota: um parente de Giulio foi Lamberto Scannabecchi (ver), papa Honório II. Fagnano foi criado na tradição familiar do comando político da cidade, sendo nomeado gonfaloniere em 1723. "Gonfaloniere" significa "porta-bandeira", sendo uma honraria das mais elevadas nas cidades-estado italianas medievais como Senigallia. Esse ofício não era fácil, e Fagnano viu-se sujeito a muitas acusações falsas feitas por invejosos que tentaram macular sua reputação.

Giulio introduziu engenhosas transformações analíticas que assentaram bases para a teoria das integrais elípticas. Além disso, criou um problema matemático que leva seu nome: "Em dado triângulo ABC de ângulos agudos, inscrever um triângulo UVW com o menor perímetro possível."

Dentre seus muitos filhos, apenas um, Giovanni Francesco Fagnano dei Toschi (31/1/1715 - 14/5/1797 Senigallia), acompanhou o interesse pela matemática. Entrou para a Igreja, foi ordenado padre e depois pároco da catedral de Senigallia em 1752. Em 1755, Fagnano foi feito arcipreste. Algumas de suas publicações aparecem no Nova acta eruditorum de 1774. Contudo, ele nunca atingiu o renome internacional de seu pai, mesmo tendo publicado alguns trabalhos fora da Itália.

Giuseppe Fagnano

 

 

Monsenhor Fagnano

 

 

Na América do Sul, na Terra do Fogo, há um Lago Fagnano no setor argentino, que quase certamente homenageia o monsenhor Giuseppe (que chamavam José) Fagnano, nascido em Rachetta, Tanaro (Itália) em 9 de março de 1844. Conheceu D. Bosco em 1870 e se converte em um de seus colaboradores mais eficazes. Chegou na Argentina em 1875 na primeira expedição de salesianos enviados por D. Bosco. Depois de trabalhar em San Nicolás de los Arrollos e em Patagones, foi designado "Administrador Apostólico" para a Patagonia meridional, Terra do Fogo e Malvinas com o título de Monsenhor.

Chegou na Terra do Fogo em 21 de novembro de 1886 na expedição de Ramón Lista, desembarcando na baía de San Sebastián. Percorreu a Terra do Fogo até a baía Thetis, onde rezou missa em 13 de janeiro de 1887, batizando numerosos índios. Em 21 de julho de 1887 fixou sede em Punta Arenas. Fundou a Missão de San Rafael na ilha Dawson em 14 de fevereiro de 1889 para os índios alacalufes. Em 1892 percorreu a cavalo com o padre Beauvoir a zona norte da ilha, marcando o local para estabelecer a "Missão da Candelária" para os onas, nas margens do Rio Grande. Em 11 de novembro de 1893 fundou a Missão da Candelária em "Barrancos Negros", trasladada ao lugar de "Chorrillos", destruída por um incêndio e depois reconstruída.

Fagnano foi considerado como o mais aventureiro, intrépido e esforçado missionário salesiano. Os onas o chamavam "el capitán bueno". O incansável Monsenhor Fagnano ergueu igrejas e escolas em toda a zona de seu vicariato e depois de uma vida repleta de sacrifícios e lutas para fazer o bem, viajou doente para Santiago de Chile, onde morreu em 18 de setembro de 1916 aos 72 anos. Seus restos descansam na catedral de Punta Arenas.

Segundo o Aurélio, "Antigo magistrado romano, encarregado das finanças"; também "Magistrado de justiça criminal, na antiga Roma".

Há uma descrição irônica de Giacomo em um exemplar do "Avviso" de Milão, um folhetim da época: "Encontra-se no campo o cego mentecapto Fagnani. Sua amorosa mulher o visita regularmente, uma vez por semana, na companhia do professor (Pietro) Moscati. Vão ambos vestidos a "la Levite", uma roupa cor de carne com faixa celeste, chapéus e sapatos brancos, em uma magnífica carruagem com libré, enfim, um entourage alucinante".

Fontes: A. C. Addington, The Royal House of Stuart, Londres, 1969, 1971, 1976, 3 volumes. Burke's Genealogical and Heraldic History of the Peerage, Baronetage and Knightage, Londres. Genealogisches Handbuch des Adels Fuerstliche Hauser. Huberty, Giraud, L'Allemagne dynastique, Magdelaine. Bernard Falk, "Old Q's" daughter, Londres, 1937. Eilers, Marlene A., Queen Victoria 's Descendants , Nova York, 1987. Royalty, The Royal Magazine. Enache, Nicolas, La Descendance de Marie-Therese de Habsburg, Reine de Hongrie, Paris, 1996. Lindemans, Leo, Voorouderstafel van het Belgisch Koningshuis; Ruffo di Calabria, Bruxelas, 1999.

Peter Falk, "Who Was Who in American Art"